Preciso falar sobre o novo disco TOSKA de Angélica Duarte.- pop erudito à brasileira.

Você já ouviu o álbum Toska da cantora Angélica? Eu estou viciada em suas letras e na musicalidade que ela apresentou no novo álbum. Escuto do começo ao fim e, às vezes, sinto falta durante o dia e escuto novamente, porque bate uma saudade dessa energia, algo totalmente novo e único. No meu ponto de vista, a cantora sempre foi inovadora. Suas músicas sempre foram algo que me tirava do eixo de uma forma positiva e me colocava para entender o sentimento que estava aqui no meu coração e que agitava minha alma.

Angélica Duarte é cantora, compositora, intérprete, arranjadora e instrumentista. Nascida em São Paulo e radicada no Rio, tem em seu currículo o EP “Odara” (2018) e “Hoje Tem” (2021), álbum autoral com participações de Juliana Linhares e Letrux, artistas magníficas. Angélica tem se destacado como produtora musical em seu nicho e formado parcerias com compositoras de sua geração, tendo produzido diversos singles em seu home studio, l0vynho.

Foto por Elisa Maciel

É a novidade que trago para vocês que gostam de música boa e descobertas significativas para a vida de vocês. Como revelei no início do texto, a cantora, compositora e produtora Angélica Duarte apresenta seu segundo disco, TOSKA, sucessor da estreia “Hoje Tem” (2021) e do EP “Odara” (2018). O lançamento pela YB Music marca uma mudança estética em sua trajetória, aproximando-se da produção eletrônica em home studio e da canção pop contemporânea.

O álbum vem com sonoridade diferente de tudo que você já ouviu, mas marcante de todas as formas, viciante musicalmente e que, no meu ponto de vista, ficou insano e magnífico. É uma visão sonora tanto falando em letra como em sonoridade. A atmosfera de TOSKA oscila entre pulsação dançante e toques de melancolia. São músicas criadas após aulas de spinning, como se transformassem suor e bad trips pessoais em melodia. As referências vão de Radiohead e Garbage à new wave brasileira dos anos 80, passando pelo rap e funk carioca, tudo filtrado por um olhar autoral, feminino e incisivo. “Queria ser fiel à música que sempre escutei, mas também dialogar com o que está acontecendo agora. TOSKA conecta minha adolescência roqueira com experimentações eletrônicas e o presente da música brasileira”, conta.

CAPA – Angélica Duarte – TOSKA cred. Gabriela Prestes

O título do trabalho carrega múltiplas camadas: remete à ópera “Tosca”, de Giacomo Puccini, mas também à grafia inventiva da internet dos anos 2000 – os “kkkk”, abreviações em chats e a linguagem millennial. Em uma só palavra, TOSKA combina a formação erudita em canto lírico da artista com sua faceta mais pop e debochada.

As letras atravessam temas afiados como moral católica e seus reflexos sobre as mulheres (“Day By Day”, “Doida”), corpo e autoimagem (“Barriga de Lanche”), feminismo e afeto (“Sua Mãe Só Quer Seu Bem”, “Amiga”), além de uma rápida homenagem a Hilda Hilst com a inclusão de um poema da escritora (lido por Billy Crocanty durante “GOSTUESSO”). Muitas das faixas nasceram de improvisos ou situações cotidianas, transformadas em canções grudentas, vibrantes e inventivas.

Entre batidas eletrônicas, arranjos de guitarras e experimentações vocais, TOSKA afirma a maturidade artística e a autonomia criativa de Angélica Duarte. “É o disco em que mostro minha voz e minhas ideias de forma mais direta. Um álbum de canções, mas também de produção, feito para emocionar, dançar e ficar na cabeça”, conclui.

CAPA – Angélica Duarte – TOSKA cred. Gabriela Prestes

Vamos parar de papo e ouvir o novo álbum da Angélica, aperte o play !

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