Preciso falar sobre o álbum “Hard Shell, Soft Center”, por Maka e Phlow, com produção de Teck-Zilla. Eu não sei nem como começar esse texto, como expressar realmente o que sinto. Mas vou tentar descrever: sabe quando você coloca uma música para conhecer e, imediatamente, sente um arrepio pelo corpo? Seu coração acelera e você automaticamente pensa apenas em aumentar o som?! Essa foi a sensação que tive na primeira vez que ouvi o álbum “Hard Shell, Soft Center”. E é por causa dessa descoberta que tenho que agradecer do fundo do meu coração ao produtor Teck-Zilla. Cara, você não errou nunca, hein, rs.

O nome das vozes magníficas que fizeram o álbum que ganhou meu coração assim que apertei o play: um projeto colaborativo de 10 faixas das artistas nigerianas baseadas em Londres, Reino Unido, a cantora/compositora Maka e a rapper Phlow. Elas têm uma voz que leva você para o mundo delas. O álbum carrega uma sonoridade de Neo-Soul, R&B clássico, Jazz e Hip-Hop clássico (dos anos 90 e 2000). É uma viagem no tempo também, uma mistura de sentimentos, nostalgia e das vivências atuais de nós, mulheres. Sério, esse álbum até o momento é o mais completo e realmente o melhor que ouvi até agora. Ouvi do começo ao fim e realmente pegou meu coração de uma forma inesperada e muito positiva.
A produção foi feita por Teck-Zilla, a quem já considero muito por ter indicado esse álbum magnífico para ouvir. O projeto, produzido inteiramente pelo colaborador de longa data Teck-Zilla, é a culminação de seus anos trabalhando juntos em inúmeros singles que fizeram os fãs pedirem uma colaboração em álbum completo.

“Hard Shell, Soft Center” combina R&B/soul com Jazz, lo-fi e hip-hop contemporâneo com um toque moderno, oferecendo uma ampla variedade de sons que agradam aos amantes dos gêneros e se concentra em vários temas do coração. As músicas conversam diretamente comigo, com as minhas vivências, as minhas sensações como mulher. É um trabalho maduro e realmente diferente do que o geral está apresentando. Eu espero que ele seja escutado por muitas pessoas pela dinâmica de sonoridade que ele traz, algo nostálgico e, ao mesmo tempo, tão único e inovador, no meu ponto de vista.
No centro do álbum, temos Maka com suas melodias suaves e envolvendo as estruturas líricas perspicazes de Phlow, enquanto ambas analisam e apresentam eloquentemente suas visões. Desde relacionamentos rompidos, amores em florescimento, dor e prazer até escolher a paz em vez do caos, as artistas levam o público a uma montanha-russa emocional cheia de reviravoltas.
Para você que ainda não ouviu o álbum, não terá mais desculpas: ouça agora mesmo e no volume máximo, que alegrará seu coração.
