Ouvir Claudya é algo nostálgico para mim. Desde que me conheço por gente, minha mãe sempre ouvia as cantoras e compositoras mais talentosas. Digo isso porque, sempre que observava minha mãe trabalhando e ouvindo música, ela falava sobre as letras das canções. Sempre me disse que as músicas eram poemas que deveriam alcançar outras pessoas que não tinham o costume de ler, e então os bons artistas cantavam letras poéticas. Essa história sempre me marcou e me faz observar todas as letras de música, prestando atenção na forma como o artista canta e utiliza sua voz para passar o sentimento que o poema já trazia.
A cantora Claudya sempre foi uma diva para minha mãe, e eu cresci ouvindo suas músicas e admirando sua voz — uma das mais marcantes da nossa música brasileira. Ouvir suas canções é um momento meu com minha mãe, me faz pensar nos bons momentos que já tive com ela e no que ela me ensinou sobre música. Brinco até hoje que a culpa de eu ser apaixonada por música é dela, que sempre me ensinou sobre a vida através das canções. Acho que ela sempre teve dificuldade de falar e expressar seus sentimentos, e a música foi a forma que encontrou para demonstrar carinho, amor e admiração. Sempre que escuto Claudya, sinto a mesma coisa: todos os sentimentos bons e, principalmente, o carinho da minha mãe. Até hoje ela se expressa dessa forma, e eu me expresso escrevendo e, como filha da dona Cida, também com a música.

No dia 06 de março, Claudya celebra 60 anos de carreira com a turnê Deixa Eu Dizer na Casa Natura Musical! A cantora vive um momento especial de retomada aos grandes palcos com a estreia desse espetáculo, que revisita sua trajetória e reafirma sua importância como intérprete potente e singular da música brasileira.
Com carreira consagrada desde os anos 1960, Claudya mantém sua obra viva e em permanente diálogo com o presente — especialmente após a canção “Deixa Eu Dizer” ganhar nova circulação quando Marcelo D2 a remixou, em 2008, apresentando sua voz a públicos mais jovens.
O novo ciclo vem acompanhado do relançamento em vinil dos álbuns Jesus Cristo (1971) e Deixa Eu Dizer (1973), marcos da discografia da artista e da música brasileira. “A ideia é passear pelos álbuns mais significativos da carreira. Levarei para o palco o melhor das canções que gravei na década de 70 como: ‘Menina Fulô’, ‘Só que Deram o Zero pro Bedeu’, ‘Pois é, Seu Zé’, ‘Como Dois e Dois São Cinco’, além de homenagear dois compositores importantes nessa trajetória, que são Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle”, comenta Claudya sobre a escolha do repertório, que inclui ainda grandes sucessos de Você, Cláudia, Você (1971) e Reza, Tambor e Raça (1977).
No palco, Claudya será acompanhada por nove músicos, que imprimem uma roupagem contemporânea aos clássicos já conhecidos do público. Em uma ponte entre gerações, a noite de estreia contará com participações especiais de Alaíde Costa, Patrícia Marx, Ayrton Montarroyos e Zé Ibarra. Os arranjos são assinados por Alexandre Vianna e a direção artística por Graziela Medori.
Vamos já aproveitar e ouvir suas canções nas plataformas digitais. Aperta o play!
SERVIÇO
Claudya – ‘Deixa Eu Dizer (60 anos de carreira)’ part. Zé Ibarra, Alaíde Costa, Ayrton Montarroyos e Patrícia Marx
Data: 06.03 | sexta-feira
Horário:
Abertura da Casa: 19h30
Show: 21h
Classificação: 18 anos
Casa Natura Musical – Rua Artur de Azevedo, 2134 – Pinheiros, São Paulo
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