A banda existe desde 2012, e desde 2019 se apresenta como um power trio feminino que não tem medo de dizer o que pensa. Com influências que vão do hardcore ao stoner e ao rock alternativo, elas lançaram o primeiro álbum de estúdio em agosto de 2022, com faixas que têm vozes femininas marcantes, arranjos cheios de personalidade e letras que misturam força e sensibilidade. Foi nesse mesmo ano que lançaram o clipe de “Dare The Night”, com a formação 100% feminina.
A Inoutside é formada por mulheres LGBTQIA+ e carrega uma sonoridade intensa, visceral e cheia de verdade. Mariana Campello (guitarra e voz), Leticya (bateria) e Bruna Odas (baixo e voz) são o trio que faz tudo acontecer.

Inoutside – crédito Pedro Soares
Elas já passaram por festivais incríveis como Mulheres no Volante, Dia de Rock, e até o Não Tem Banda Com Mina, organizado pela banda The Mönic, aqui de São Paulo. Agora, a Inoutside vive uma nova fase, com músicas em português e um EP novinho em produção que promete ainda mais impacto na cena mineira e no rock alternativo nacional.
No dia 14 de agosto, a banda Inoutside chegou com tudo e lançou o clipe de “Whose blood is that?”, uma música que é puro grito contra a opressão policial. E não é só música — é protesto, é desabafo, é arte com propósito. O clipe foi gravado em Juiz de Fora (MG), na Fábrica de Tecidos São João Evangelista, e mostra o trio performando com força e entrega total. A faixa faz parte do álbum de estreia Dare The Night, lançado em 2022, e agora ganhou uma nova versão com vozes regravadas e remixagem que deixaram tudo ainda mais potente.
As letras da banda falam sobre desigualdade, preconceito, feminismo, cultura, e sobre o que é ser artista nesse mundo que exige tanto e entrega tão pouco. Elas começaram lá em Vitória (ES), em 2012, e depois migraram para Juiz de Fora, onde hoje são referência — a única banda de rock autoral formada só por mulheres na cidade. Isso por si só já é gigante.

A música “Whose blood is that?” fala sobre a violência policial seletiva, sobre a impunidade que protege a elite, e sobre como a mídia reforça esse abismo.
O título já é um soco: De quem é esse sangue? A letra mostra como essa cultura violenta se repete, como os culpados seguem impunes, e como a sociedade muitas vezes fecha os olhos, ou pior, aplaude. É um chamado para acordar.
E não para por aí. A música também critica as autoridades políticas que só aparecem em época de eleição, que lucram com a tragédia e alimentam esse sistema cruel. Fala da destruição ambiental, das guerras, e de tudo que o capitalismo selvagem engole sem pensar nas vidas que estão sendo perdidas.
A letra em inglês é um jeito de mostrar que esse problema não é só nosso — é global. A mesma violência acontece em vários cantos do mundo.
Vale a pena acompanhar a banda, ficar de olho nas próximas novidades e, claro, conferir os trabalhos anteriores.
