Moreir4 (M4) é um dos novos nomes do trap nacional, nascido e criado na Cidade Ademar, Zona Sul de São Paulo. Filho de músico, ele transforma suas vivências em letras que misturam a crueza do trap com influências de funk e R&B.
A cada single lançado, ele se torna mais notado, e seu talento vem conquistando cada vez mais fãs, consolidando-o como uma das vozes mais promissoras da cena.
Tive a honra de conversar com o Moreir4 para saber mais sobre suas influências musicais, novidades e muito mais. Vamos conferir essa conversa insana?!

Rapper Moreir4 é honra ter você aqui no site Maah Músic. Para começar essa entrevista, queremos fazer uma pergunta que já é clichê por aqui: o que a música representa na sua vida?
Acredito que a resposta esteja até na pergunta. A música, para mim, é mais do que uma trilha sonora. É sentimento, emoção, terapia. Hoje em dia, não faço nada sem música. Já acordo respirando música, me arrumo escutando música, vou para os lugares escutando música. Então acho que, se fosse definir a música em uma palavra, seria “VIDA”.
O nome da mixtape, “CFC-G (Centro de Formação de Condutores de Gostosas)”, é muito criativo e provocador. De onde surgiu essa ideia e qual conceito você quis transmitir com esse título?
A princípio, no início, não era para ser um álbum. Era apenas um single que soltei ano passado com um artista que sou fã e que hoje tenho como irmão, o Cauart. O nome do som que soltamos é “CFC-G”, só que, quando soltei a prévia, tomou uma proporção muito grande que nem eu imaginava. Só a prévia no Instagram tinha batido mais de meio milhão. Ali já vi que eu tinha que trazer um conceito maior, porque recebi muitos comentários referentes ao verso em que falei “Centro de Formação de Condutores de Gostosas”. O conceito em si do álbum é trazer as diferentes facetas das mulheres e alguns amores passados, não só meus, mas também ficções com as quais muitos já podem ter se identificado algum dia. E muitas gostosas também vão se reconhecer em algo.
“CFC-G” alcançou 600 mil streams em menos de uma semana, um resultado impressionante. Você esperava essa recepção tão rápida do público? O que você acha que mais conectou os ouvintes a este trabalho?
Confesso que não esperava. É muito gratificante ver a proporção que vem tomando a cada dia, com os vídeos no TikTok, as menções nos stories e até as mensagens que recebo de pessoas falando sobre o projeto e abraçando minha ideia.
A mixtape mistura trap com funk e R&B e traz muitas participações, como Enzo Cello, Suke e Mene. Como foi o processo de criação colaborativa do projeto e a escolha de cada artista para somar nas faixas?
Gosto muito de trabalhar com pessoas próximas a mim. Pode até parecer clichê, mas as pessoas de quem sou fã são os meus amigos. Consigo ter uma conexão maior com quem está no meu dia a dia, e isso me permite criar com mais leveza.

Os visualizers no YouTube têm uma estética VHS, meio retrô e sensual. Por que você escolheu essa linguagem visual? Como ela complementa a sonoridade e as letras da mixtape?
Usei muito como referência o artista Lithe, que há um bom tempo vem trazendo essa estética de VHS nos trampos. Me identifiquei muito, porque, por mais que pareça envelhecido, ainda tem aquele toque atual. Então acaba se tornando algo atemporal.
As gravações dos vídeos aconteceram durante a abertura do show da Supernova, gravadora do Veigh. Como foi a experiência de apresentar esse material novo em um evento tão importante e, ao mesmo tempo, produzir o conteúdo audiovisual ali?
Confesso que foi um dos melhores dias da minha vida. Tudo aconteceu no tempo certo, nada deu errado, foi tipo o dia perfeito. E ainda mais por ter sido bem na data do meu aniversário, vai ficar na memória para sempre.
Você cresceu na Cidade Ademar, Zona Sul de SP, e é filho de músico. Como suas origens e essa herança musical influenciam o artista que você é hoje e as histórias que você conta em suas letras?
Na verdade, cresci no Grajaú. Passei minha infância lá até os 10 anos de idade. Desde cedo já via meu pai fazendo música, colando em rinhas de MC, me levando para estúdio. Meio que já cresci dentro do rap, mas só lá por 2015 ou 2016 algo despertou em mim o desejo de cantar. Meu pai e minha família sempre me apoiaram e me deram suporte e conselhos. Acredito que sou muito privilegiado e grato por isso. Meu pai sempre vai ser minha referência, tanto como pai quanto na música.

Seu som já tocou na rádio Power 105.1 em Nova Iorque, um marco gigantesco. Qual foi a sensação de ver sua música, criada na Zona Sul de São Paulo, alcançando um público internacional dessa forma?
A partir do momento em que me convidaram para participar do On The Radar, eu não estava esperando ter uma relevância tão grande assim. Participei por ser fã do projeto mesmo. É tipo uma realização para todos que participam, acredito eu. Estar no mesmo lugar onde vários manos e minas relevantes, que são referência para muitos, já estiveram, é uma realização foda. E confesso que não imaginava a proporção que o meu som iria tomar nesse projeto. Quando vi o dono do projeto me marcando, fiquei sem reação, mas por dentro estava pulando de alegria.
Olhando para o futuro, depois do sucesso estrondoso de “CFC-G”, quais são os próximos passos? Podemos esperar mais clipes, shows, ou quem sabe um álbum completo em breve?
Com certeza. Agora vou trabalhar meus próximos singles para aquecer o pessoal para o volume 2 de CFC-G.
Que mensagem você gostaria de deixar para seus fãs?
Gostaria de agradecer, do fundo do meu coração, a todos vocês que me apoiam e acreditam em mim. E pode ter certeza de que eu acredito em vocês também. Então, se você tem um sonho, seja na música, na moda ou até em fazer uma faculdade, mete marcha. Eu acredito em você!
Gostaram? Eu amei! Quero agradecer à Lívia, que fez a entrevista acontecer, e ao Moreir4 pela disponibilidade.
“Esse resultado em tão pouco tempo mostra que a galera se identificou com o que eu trouxe nessa mixtape. Cada faixa tem sua energia e suas histórias, e ver isso ganhar vida nas plataformas e nos palcos é só o começo do que vem por aí”, comemora Moreir4, que realizou uma audição com casa cheia na pré-estreia da mixtape, na Meow Maison, em Pinheiros.
O crescimento acelerado confirma não apenas a originalidade do artista, mas também o espaço que ele vem conquistando no trap nacional. Com letras afiadas, beats atuais e um conceito visual ousado, Moreir4 se firma como um nome promissor da cena.
Vamos parar de papo, aumentar o som e curtir muito as músicas do rapper. Aperte o play e pode aumentar o volume, que os vizinhos vão gostar!
