“Divina Casca”: A Profundidade de Rachel Reis.

Início esse texto chorando, mas não de tristeza, e sim de felicidade. Falar sobre a cantora e compositora Rachel Reis é algo muito pessoal para mim. É engraçado, porque escrever sobre ela e suas composições no meu caderno é algo tão fácil e flui de uma forma leve. Talvez porque aqui exista a possibilidade de ela ler sobre minha admiração e entender como me inspira.

Já conheço seus trabalhos faz um tempo, e ela foi uma artista que me fez me apaixonar pela Bahia. Depois, me apaixonei pelos seus trabalhos, e hoje sou uma admiradora da sua carreira. Eu não encontro palavras certas para descrever o que sinto. É algo grandioso, é muito bom, e ao mesmo tempo é algo que me faz ser feliz todos os dias. Ouvir suas músicas me dá força, alegria e vontade de viver um dia após o outro.

De forma muito objetiva: Rachel Reis me devolveu a vontade de viver. Me ajudou a entender meus próprios sentimentos. Suas canções e a sonoridade da sua voz trazem alegria para minha alma. E eu sei que, em momentos difíceis ou até nos melhores momentos da minha vida, minha trilha sonora sempre será Rachel Reis.

fotos por @Ayumikranzini e @alli.zao

Recentemente, realizei parte do meu sonho: assistir ao show dela no Cine Joia. Foi um dos momentos em que mais me senti pertencente a algo, em que me senti presente. Ainda não tive a oportunidade de agradecer pessoalmente, mas espero que esse texto faça ela saber que me salvou, salvou minha alma, meu coração e minha vida.

Vamos por partes…

Rachel Reis, a talentosa cantora e compositora de Feira de Santana, Bahia, tem se destacado no cenário musical brasileiro com sua sonoridade única e letras introspectivas. Em 2025, ela lançou seu aguardado segundo álbum, “Divina Casca”, uma obra que aprofunda sua exploração artística e consolida sua posição como uma das vozes mais relevantes da nova geração da MPB contemporânea. E o que me faz feliz é ver ela crescendo em sua carreira, o mundo precisa ouvir, conhecer e saber da sua existência.

A Trajetória de Rachel Reis:

Rachel traz consigo uma rica de ritmos que reflete a diversidade cultural de sua terra natal. Sua música transita com fluidez entre o axé, MPB, pop, samba jazz, samba reggae e reggae, criando uma sonoridade distintiva que cativa o público, encantar e alegrar almas. Antes de “Divina Casca”, Rachel já havia conquistado reconhecimento com seu primeiro EP, “Encosta” (2021), e, notavelmente, com seu álbum de estreia, “Meu Esquema” (2022). Este último foi um divisor de águas em sua carreira, rendendo-lhe uma indicação ao prestigioso Grammy Latino e sua reputação como uma artista inovadora e promissora. Além disso, Rachel foi indicada a prêmios importantes como o Prêmio Multishow e o Women Music Events, e em 2023, recebeu o prêmio de “Artista Revelação” da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), e seu videoclipe “Lovezinho” foi premiado no MVF Awards. Sua presença em grandes festivais como Coala, MITA, Rock The Mountain e GRLS! demonstra a crescente relevância de seu trabalho no cenário musical brasileiro.

“Divina Casca”: um caminho de Construção e Reconstrução

“Divina Casca”, lançado em 2025, é o segundo álbum de estúdio de Rachel Reis e representa um mergulho profundo em sua própria pele, um trabalho visceral que exalta sua jornada de construção e reconstrução como artista e indivíduo. Com 15 faixas autorais, o álbum é no meu ponto de vista, é composto por muitas partes entrelaçadas diferentes, sonora que explora temas como autoconhecimento, superação e a complexidade das relações humanas. A direção musical do projeto ficou a cargo da própria Rachel Reis, o que demonstra seu controle artístico e sua visão clara para o álbum. A produção, no entanto, foi um esforço colaborativo, dividida entre nomes como Barro, Guilherme Assis, Iuri Rio Branco, Marcelo de Lamare, Diogo Strausz, RDD e Tomaz Loureiro. Essa diversidade de produtores trouxe uma riqueza de texturas e sonoridades ao álbum.

O álbum conta com participações especiais de artistas renomados da música brasileira, como BaianaSystem, Don L, Rincon Sapiência e Psirico, além da cantora Nêssa. Essas colaborações enriquecem ainda mais a sonoridade de “Divina Casca”, adicionando novas camadas e perspectivas às composições de Rachel Reis. As letras do álbum são marcadas por uma profundidade emocional rara, abordando questões existenciais e sentimentos de forma poética e autêntica. A ousadia estética do álbum, aliada à sua honestidade lírica, faz de “Divina Casca” uma obra que convida o ouvinte a uma imersão profunda no universo particular de Rachel Reis.

“Divina Casca” não é só um álbum, é tipo um abraço profundo da Rachel Reis na gente. É ela mostrando o quanto cresceu como artista e como consegue transformar sentimentos tão dela em algo que toca todo mundo. Mesmo com vários produtores envolvidos, o álbum tem uma força que não se perde — pelo contrário, ele é cheio de camadas, cheio de coragem, cheio de verdade. Rachel não tem medo de mergulhar nas partes mais intensas da vida, e isso aparece em cada faixa, em cada verso. É um trabalho que emociona, que faz a gente pensar, sentir, e se reconhecer. “Divina Casca” é aquele tipo de álbum que você escuta e sente que está entrando num mundo só dela, mas que, de alguma forma, também é nosso. E isso só prova o quanto Rachel Reis é gigante na música brasileira de hoje.

Vamos parar de papo e ouvir essa obra de arte que Rachel Reis colocou no mundo para gente: “Divina Casca”.

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