A Arte Que Cura: O Impacto de Alva em Minha Vida.

Que eu sou loucamente apaixonada pelo talento e pela arte musical da cantora e compositora Alva, acho que todos já sabem. Mas hoje, este texto foi complicado de escrever. Ao mesmo tempo, tentei escondê-lo de mim mesma e até do meu próprio site antes de publicar. Não foi por acaso—acho que foi mais pela intensidade dos sentimentos que tive que lidar sobre mim mesma. Espero que, aos poucos, ao lerem este texto, vocês possam compreender o que estou tentando dizer.

Acredito que gosto tanto das obras musicais de Alva porque entendo profundamente o que ela quer transmitir em suas músicas. Elas também são uma expressão dos meus próprios sentimentos, aqueles que já senti em algum momento. Talvez por isso tenha ficado tão impactada ao ouvir “Quantas Babies”. Me identifiquei com a letra, vivi na pele sua mensagem, e essa canção se tornou uma recordação de alguém que sempre viveu intensamente seus amores.


Em um momento da vida, essa intensidade foi questionada—e até arrancada à força. Muitas vezes, o amor ou a paixão que eu entregava não eram recíprocos. O que eu recebia, em troca, era apenas falta de compromisso e uma busca constante por novas experiências, tornando os laços que construíamos mais superficiais e descartáveis.

A última vez que vivi algo assim foi exatamente dessa forma. Eu não podia sequer pensar em ter amigos ou demonstrar um mínimo distanciamento—isso já era visto como um problema. Foi um relacionamento marcado por um comportamento manipulador, em que a pessoa demonstrava um excesso de atenção, carinho e presentes no início, criando uma conexão intensa e rápida. Mas, logo depois, tudo desaparecia como água pelo ralo. No fim, eu me perguntava se aquela pessoa realmente havia sentido algo verdadeiro, uma facilidade de dizer “Eu te Amo” como se fosse “bom dia”.


A música é clara, poética e carrega um drama de vida que ninguém quer viver. Porque passar por esse tipo de situação é doloroso e, futuramente, nos faz deixar de acreditar que podemos viver algo resiliente.

ALVA mistura drama e intensidade de sua MPB Rock com a plasticidade do Dark Pop, estilo que ela explora com uma autenticidade inédita no Brasil. Logo nos primeiros acordes, somos transportados pela presença clássica de um Fender Rhodes que em breve dá lugar a um piano percussivo agressivo. Esse toque sofisticado é o coração do arranjo, que evolui em um crescendo empolgante.

A canção, composta em 2023 e apresentada aos seus fãs de forma intimista no Instagram da cantora, aborda as complexidades do “amor líquido” e do “love bombing” — reflexões contemporâneas sobre relacionamentos efêmeros.  ALVA revela que a música nasceu de um desejo de explorar limites emocionais, dizendo: “Essa música não é só sobre amor, é sobre o desejo de construir formatos de verdade e leveza que existem na minha mente.” Sua abordagem lírica é pontuada por frases que ecoam traumas passados e violência psicológica, temas recorrentes em seu trabalho.


O clipe, dirigido por Alê Camargo e Erico Simonard, transporta o público para uma realidade paralela: a imersão na mente de ALVA. Com cenas de intensa carga emocional, divididas com o ator Gabriel Ramos, o vídeo ganha ainda mais profundidade por meio do visual impactante e figurino da estilista Marianne Buerscharper, que incorpora a estética sustentável e inovadora de sua marca, Unpainted Studio.

Acompanhe Alva nas redes sociais e escute suas músicas nas plataformas digitais!

https://www.instagram.com/alva___alva

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Maah Music

Sou Maah Music, apaixonada por música a ponto de torná-la tão essencial quanto respirar. O meu site tem como missão destacar a riqueza e a diversidade de bandas e artistas de todo o mundo. Aqui, você encontrará informações, entrevistas exclusivas, inspiração e muita diversão. Bem-vindos ao universo do Maah Music, onde a música é o centro de tudo!

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